segunda-feira, 19 de março de 2012

Medo do desconhecido

Contam as lendas que um espião foi preso e condenado à morte pelo general do exército persa.

Sua sentença era o fuzilamento, mas o general tinha um hábito diferente e sempre oferecia ao condenado outra opção. E essa outra opção era escolher entre enfrentar o pelotão de fuzilamento ou entrar por uma porta preta.

Com a aproximação da hora da execução, o general ordenou que trouxessem o espião à sua presença para uma breve entrevista.

Diante do condenado, fez a seguinte pergunta: O que você quer - a porta preta ou o fuzilamento?

A escolha não era fácil, por isso o prisioneiro ficou pensativo e, só depois de alguns minutos, deu a resposta: Prefiro o fuzilamento.

Depois que a sentença foi executada, o general virou-se para o seu ajudante e disse: Assim é com a maioria dos homens. Preferem o caminho conhecido ao desconhecido.

E o que existe atrás da porta preta? Perguntou o ajudante.

A liberdade, respondeu o general. E poucos foram os homens corajosos que a escolheram.

Essa é uma das mais fortes características do ser humano: optar sempre pelo caminho conhecido, por medo de enfrentar o desconhecido.

Geralmente as pessoas não abrem mão da acomodação que uma situação previsível lhes oferece.

É mais fácil ficar com a segurança do que já se sabe do que aventurar-se a investigar novos caminhos.

É por essa razão que muitos não abrem mão de conceitos e preconceitos para não se expor às novas ideias e raciocínios que exigem uma certa dose de ousadia.

Em vez da liberdade de pensar e agir, preferem o bombardeio de ideias já elaboradas pelos outros, nem sempre bem intencionados.

Acomodam-se facilmente a copiar modos e costumes em vez de usar a razão e o discernimento para construir seu próprio modo de viver, sua personalidade.

A tudo isso se chama clonagem das ideias.

É por essa razão que os adolescentes são facilmente levados por um único caminho, já trilhado pela maioria, por necessidade de aceitação no grupo, ou por insegurança.

É por essa razão que muitos daqueles que detêm o poder insuflam ideias e medos em pessoas que não se arvoram a pensar com liberdade.

Para se ter uma amostra disso, basta observar o sucesso que as músicas de mau gosto, de rimas pobres, de palavras chulas e conteúdo pernicioso têm feito junto à população, através dos meios de comunicação de massa.

É a clonagem das ideias, dos maneirismos, dos modismos...

Aos domingos, pode-se ligar a televisão e passear pelos canais abertos para que esta tese se confirme: só se vê as mesmas imagens e o mesmo batuque, os mesmos conjuntos musicais, com os mesmos gestos combinados, a mesma rima pobre.

É preciso ousar e sair desse círculo vicioso da mesmice.

É preciso criar programas nobres, que desenvolvam nas crianças, jovens e adultos, um senso crítico capaz de lhes propiciar a conquista da própria liberdade.

Liberdade de pensar, de agir, de ser...

Liberdade de discordar da maioria, quando se está convicto de que se está certo.

Liberdade de consciência, de fé religiosa, liberdade de sentir.

* * *

Nem sempre o caminho já batido por muitos é o caminho que nos conduzirá à liberdade.

Nem sempre nadar a favor da correnteza é indício de chegada a um porto seguro.

Às vezes, é preciso escolher um caminho ainda desconhecido da maioria, mesmo que tenhamos que seguir a sós.

Por vezes, é preciso nadar contra a corrente, optar pela porta estreita, para que se possa vislumbrar um mundo livre, feliz, sem constrangimentos que tolhem a liberdade e infelicitam os seres.


Pense nisso!

Armadilha para Macacos



A história é muito antiga, mas não menos curiosa. Algumas tribos africanas utilizam um engenhoso método para capturar macacos.
Como estes são muito espertos e vivem saltando nos galhos mais altos das árvores, os nativos desenvolveram o seguinte sistema: pegam uma cumbuca de boca estreita e colocam dentro dela uma banana.
Em seguida, amarram-na ao tronco de uma árvore freqüentada por macacos, afastam-se e esperam. Isso feito, um macaco curioso desce, olha dentro da cumbuca e vê a banana. Enfia sua mão, apanha a fruta, mas como a boca do recipiente é muito estreita, ele não consegue retirar a banana.
Surge um dilema: se largar a banana, sua mão sairá e ele poderá ir embora livremente, caso contrário, continua preso à armadilha.
Depois de um tempo, os nativos voltam e tranqüilamente capturam os macacos que teimosamente se recusam a largar a banana.
O final é meio trágico, pois os macacos são capturados para servirem de alimento.
Você deve estar achando inacreditável o grau de estupidez dos macacos, não é? Afinal, basta largar a banana e ficar livre do destino de ir para a panela.
Fácil demais...
O problema deve estar na importância exagerada que o macaco atribui à banana. Ela já está ali, na sua mão. Parece ser uma insanidade largá-la.
O interessante nesta história é que muitas vezes fazemos exatamente como os macacos.
Você nunca conheceu alguém que está totalmente insatisfeito com o emprego, mas insiste em permanecer mesmo sabendo que está cultivando um enfarto?
Ou alguém que trabalha e não está satisfeito com o que faz, e ainda assim o faz apenas pelo dinheiro?
Ou casais com relacionamentos completamente deteriorados que permanecem sofrendo, traindo e sendo traídos?
Ou pessoas infelizes por causa de decisões antigas, adiando um novo caminho que poderia trazer de volta a alegria de viver?
A vida é preciosa demais para trocarmos por uma banana que, apesar de estar na nossa mão, pode levar-nos direto à panela...
Autor Desconhecido